Carlos Augusto

Considerado como um dos maiores cestinhas do basquete mundial, Oscar junta-se agora a outros dois brasileiros que já integravam o Naismith Memorial: o ex-pivô Ubiratan Maciel e a ex-ala Hortência Marcari. Entre 1978 e 1996, quando se despediu da seleção brasileira nas Olimpíadas de Atlanta, Oscar foi o principal protagonista da seleção brasileira, que neste período foi terceira colocada do Mundial das Filipinas (1978) e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (1987).
Nesta ocasião, Oscar teve uma atuação assombrosa e ajudou a destruir a seleção dos EUA, que era formada por jogadores que iriam brilhar anos depois na NBA, como David Robinson, vencendo a final por 120 a 115, após perder o primeiro tempo por 20 pontos.
Ao todo, Oscar disputou cinco Olimpíadas, disputou os Jogos Olímpicos de Moscou, Los Angeles, Seul, Barcelona e Atlanta, somando 1.093 pontos, tendo sido o cestinha da competição em três delas. Nos Jogos de Seul 1988, ele alcançou a impressionante média de 42,3 pontos por jogo. Sua despedida ocorreu em Atlanta (96), quando a seleção brasileira terminou na sexta colocação. Anotou 49.737 pontos na carreira.
No Brasil, começou sua carreira atuando pelo Palmeiras e depois pelo Sírio, onde conquistou o título mundial de clubes em 1979. Fez boa parte de sua carreira na Europa, jogando no basquete da Itália e Espanha. Chegou a ser recrutado pelo draft da NBA em 1984, pelo New Jersey Nets, mas abriu mão da chance, pois na época a Fiba (Federação Internacional de Basquete) não admitia jogadores profissionais defendendo as respectivas seleções nacionais.
Oscar retornou ao basquete brasileiro em 1995, quando foi contratado pelo Corinthians, clube pelo qual foi campeão brasileiro em 1996. Tornou-se ainda oito vezes cestinha da liga brasileira até encerrar a carreira, em 2003. Oscar já era integrante do Hall da Fama da Fiba.
Fonte:IG
Foto: Getty Images
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