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domingo, 22 de maio de 2016

Na Ginástica Artística - Zanetti e Sasaki faturam ouro na Copa do Mundo






Carlos Augusto






Zanetti no alto do pódio das argolas (Foto: Vini Marins)
Com duas medalhas de ouro, o Brasil começou bem o segundo dia de finais da etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na manhã deste domingo, Arthur Zanetti e Sérgio Sasaki não deram chance aos rivais e garantiram o primeiro lugar nas argolas e na barra fixa, respectivamente, no Ginásio do Ibirapuera.

Apesar de rejeitar o rótulo de favorito, Zanetti mostrou mais uma vez que é o ginasta a ser batido nas argolas. A nota 15,800 colocou o campeão olímpico muito à frente do argentino Frederico Molinari (15,050), que faturou a prata, e do japonês Kaito Imabayashi (14,700), dono do bronze. O brasileiro Francisco Barreto Júnior somou 14,250, nota mais baixa que a registrada na preliminar (14,350), e terminou na sexta e penúltima colocação.

Zanetti aproveitou a disputa para executar a série que preparou para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, com grau de dificuldade 6,800. Na sexta-feira, ele tinha exibido uma sequência de movimentos simplificada e avançou à final na primeira posição depois de obter a nota 15,850 na classificatória.

Foi a segunda competição disputada pelo ginasta na temporada. Em abril, ele desbancou o atual campeão mundial, o grego Eleftherios Petrounias, com a nota 15,866 e sagrou-se campeão da categoria no evento-teste. Os resultados ratificam a importância de Zanetti para a composição da equipe olímpica.

Sergio Sasaki campeão barra fixa copa do
mundo de sp ginástica (Foto: Vini Marins)
Na barra fixa, Sérgio Sasaki abriu a disputa com o lugar mais alto no pódio para o Brasil. Depois de se classificar apenas na quarta posição, o ginasta mostrou evolução na final e fez uma bela apresentação. Com a nota 15,250, ouviu o Hino Nacional ecoar no Ginásio do Ibirapuera.

Já Arthur Nory Mariano - quarto colocado no aparelho no Mundial de Glasgow - executava bem os movimentos, quando deixou a barra escapar e caiu de barriga, deslizando pelo colchonete em velocidade. O ginasta, que tinha a terceira melhor pontuação na fase classificatória, acabou na quinta posição, com 14,200. Os dois brasileiros haviam registrado 14,800 na etapa preliminar.

Último a executar sua série no aparelho, o japonês Kaito Imabayashi roubou a cena no Ibirapuera. Enquanto aguardava a nota final, dançou a música Gangnam Style, de Psy, embalado pelos aplausos da torcida. O carismático ginasta repetiu o segundo lugar e garantiu a medalha de prata (14,850), o bronze ficou com o argentino Nicolas Cordoba (14,800). O colombiano Jossimar Calvo, que teve com a melhor nota na sexta-feira, sofreu uma queda na final e amargou a sétima posição.

Fonte:esporte.band.uol.com.br

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Zanetti bate campeão mundial em evento-teste da Rio-2016




Beat Reusser
Com a nota 15,866 nas argolas, o ginasta brasileiro Arthur Zanetti foi o campeão da categoria no evento-teste da ginástica artística da Rio-2016. Realizada nesta segunda-feira (18) na HSBC Arena, localizada no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, a competição tem como finalidade testar as estruturas dos Jogos deste ano.

O maior adversário do brasileiro na disputa pelo ouro olímpico, o grego e campeão mundial Eleftherios Petrounias, recebeu nota 15,833 e ficou na segunda colocação. Na etapa classificatória, Zanetti tinha ficado atrás de Petrounias, que teve sua apresentação avaliada com nota 15,900, contra 15,800 do brasileiro. Desta vez o campeão olímpico levou a melhor diante do campeão mundial.

A presença de Zanetti nos Jogos Olímpicos depende de convocação à seleção brasileira, a qual é praticamente garantida, já que ele é uma das maiores esperanças de medalha do país. O resultado nesta prévia olímpica só reforça as expectativas em torno do atleta.

sábado, 12 de março de 2016

Arthur Nory conquista a prata em etapa da Copa do Mundo de ginástica




Beat Reusser
O brasileiro Arthur Nory, principal ginasta do país na atualidade, mostrou mais uma vez que está entre os melhores do planeta. Finalista em três provas no Campeonato Mundial do ano passado, ele conseguiu a medalha de prata no individual geral na etapa da Copa do Mundo de Glasgow, na Escócia, disputada neste sábado. 

Ele completou a competição com 86,598 pontos, atrás só do britânico Max Whitlock, atual campeão mundial do cavalo com alças, que terminou com 89,299. O bronze foi para o britânico Daniel Purvis, com 86,465.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Brasil volta a sofrer quedas e fecha final por equipes em 8º no Mundial




Beat Reusser
O objetivo principal já tinha sido conquistado na classificatória do Mundial de Glasgow: a inédita vaga olímpicas por equipes masculinas. Os brasileiros, porém, queriam mais na final desta quarta-feira, queriam melhorar a sexta colocação do ano passado, queriam testar estratégias para os Jogos do Rio 2016. Só que novamente o Brasil sofreu com quedas, e desta vez não havia descarte, não havia margem de erro. 

Mesmo com o reforço de Diego Hypolito no solo, a equipe nem conseguiu manter a sétima colocação da classificatória. Diego, Arthur Zanetti, Arthur Nory, Caio Souza, Francisco Barretto e Lucas Bitencourt ficaram na oitava posição com 259,577 pontos e viram Japão levar um ouro dramático, na última nota, colocando fim ao domínio da China que começou em 2006. Donos da casa, britânicos foram prata, e chineses fecharam o pódio.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Brasil faz história e conquista vaga olímpica inédita na ginástica masculina




Beat Reusser
Após décadas enviando às Olimpíadas apenas um representante, o Brasil colocará uma equipe inteira de ginástica artística masculina pela primeira vez em uma edição dos Jogos. E logo em casa, na Rio-2016. A classificação veio nesta segunda-feira, no Mundial de Glasgow, na Escócia, e Arthur Zanetti, Péricles Silva, Caio Souza, Arthur Nory, Lucas Bittencourt, Francisco Barreto e Diego Hypolito (reserva) colocaram seu nome na história. O Brasil encerrou a fase classificatória na sétima posição com 349,057 pontos.

Os oito primeiros colocados avançaram à final por equipes do Mundial e se classificaram para a Olimpíada. Além do Brasil, passaram Japão (358,884), China (357,027), Reino Unido (354,417), Rússia (352,692), Estados Unidos (350,332), Suíça (350,127) e Coreia do Sul (346,166).

Mesmo sem Zanetti, o Brasil estará representado nas finais individuais em Glasgow. Arthur Nory e Lucas Bitencourt disputam a decisão do individual geral na sexta-feira - o primeiro foi o 10º colocado com 88,182 pontos, e o segundo foi o 16º com 86,564 pontos. Nory também se garantiu na prova que encerra o Mundial no domingo. Ele foi o terceiro colocado da barra fixa, com 15,300 pontos. Se estava ansioso ao fim da apresentação do Brasil no domingo, o ginasta agora é só sorrisos.

Campeão olímpico, Athur Zanetti está fora da final das argolas no Mundial




Beat Reusser
Quando viu no placar a nota de 15,433 pontos no domingo, Arthur Zanetti sabia que teria de esperar até o fim da classificatória masculina desta segunda-feira para confirmar sua vaga na final das argolas. Um a um adversários foram superando o campeão olímpico até a hora do seu ídolo, o holandês Yuri van Gelder, campeão mundial de 2005 nas argolas. Justamente ele, com uma nota de 15,533 pontos, acabou sacramentando a eliminação do amigo brasileiro na prova em que são especialistas. 

Se desde a conquista nos Jogos de Londres 2012 Zanetti colecionava ouros e só ficou com duas pratas, o brasileiro teve sua maior derrota individual no Mundial de Glasgow. 

Por outro lado, ele se aproximou de sua maior conquista por equipes. O Brasil superou os principais adversários do dia (Ucrânia e França) e está com uma mão na vaga para a final e, assim, com uma mão também na inédita vaga olímpica por equipes.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Jade, Zanetti e Nory levam o ouro na Copa do Mundo; Caio fica com bronze






Carlos Augusto





O semblante preocupado se desfez assim que os pés tocaram o chão. Um passinho para trás, seguido de uma vibração que contagiou a arquibancada. Jade Barbosa sabia que tinha feito uma boa série. Execução que lhe rendeu o ouro na trave na Copa do Mundo de Osijek, na Croácia. Depois de ter ficado fora da final das assimétricas, por ter cometido alguns erros, ela não deu chances para as adversárias neste domingo. Com 14.225, deixou para trás a húngara Dorina Boczogo (13.575) e a panamenha Isabella Amado Medrado (13.450) na competição que marca seu retorno às disputas internacionais. Cantou o Hino com sorriso no rosto. Na mesma prova, Thauany Araújo - terceira melhor nas assimétricas - sofreu uma queda e apresentou alguns desequilíbrios, terminando em oitavo lugar (12.375).

Arthur Zanetti fez o mesmo. A intensidade dos aplausos, assim que pisou na área de competição, mostrava o respeito do público ao campeão olímpico das argolas. E eles se repetiram em outros momentos da série. Em mais uma execução precisa, restava aos adversários brigar pelos outros dois lugares no pódio. O degrau mais alto era do brasileiro (15.750). A prata ficou com o ucraniano Igor Radivilov (15.275) e o bronze com o britânico Courtney Tulloch (15.275). O fenômeno cubano Manrique Larduet, medalhista de bronze no aparelho e prata no individual geral nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, ficou em sexto (14.675). Uma posição à frente do brasileiro Lucas Bitencourt (14.500). 

A Copa foi muito boa e todo mundo está de parabéns.O Bisteca (Lucas Bitencourt) pegou final nas argolas, o Arthur Nory conseguiu um ouro e o Caio Souza pegou o bronze na barra fixa, a Jade e a Thauany também foram ao pódio. A minha série de argolas foi muito boa, gostei dela. Tinha alguns defeitinhos que eu estava sentindo no treino. Na prancha o meu pé abaixava um pouco e isso tem desconto, e agora, na final, eu consegui melhorar isso e também cravei a saída. Foi uma série boa! Tirei uma nota um pouco mais baixa em relação à qualificação (15.800), mas é normal. Na final, eles sempre apertam um pouco. Mas gostei e estou bem - disse Zanetti.

Na final da barra fixa, Arthur Nory (14.975) e Caio Souza (14.850) levaram o ouro e o bronze, respectivamente. Mais cedo, Caio não havia feito uma boa prova no salto, terminando em sétimo. Ele sofreu uma queda na aterrissagem do primeiro e se recuperou no segundo.

Fonte:Globo
Fotos:Reprodução/Facebook

domingo, 2 de agosto de 2015

Arthur Zanetti conquista o Troféu Brasil nas argolas




Beat Reusser
"Campeão de tudo", Arthur Zanetti levou mais um troféu para casa neste domingo. Atual campeão olímpico, mundial e pan-americano, ele confirmou seu favoritismo e conquistou a medalha de ouro nas argolas no Troféu Brasil disputado no Ginásio Constâncio Vieira, em Aracaju, Sergipe. Mesmo com uma série mais simples e partindo de uma nota inferior, Zanetti venceu o desgaste pós Toronto 2015 e comemorou mais um pódio.

O ginasta fez 15.350 pontos, contra 14.850 de Caio Souza, que ficou com a prata, e Francisco Barreto Jr, dono do bronze com 14.100. 

Os próximos compromissos de Zanetti são a etapa da Copa do Mundo na Croácia, entre 17 e 20 de setembro, e depois o Mundial de Glasgow, na Escócia, de 23 de outubro a 1º de novembro.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Caio Souza ''voa'' no salto e consegue a medalha de bronze na ginástica




Beat Reusser
Caio Souza chegou ao Pan de Toronto acreditando que aquele enfim era seu momento de ganhar confiança. Deixou para trás a lesão que o cortou às vésperas do Mundial do ano passado e quis fazer valer o status de promessa da ginástica masculina. Após bater na trave com o quarto lugar no individual geral, conseguiu a medalha de bronze no salto. Este foi o quinto pódio da ginástica artística brasileira no evento do Canadá O ouro no aparelho ficou com o cubano Manrique Larduet, e a prata foi para o americano Donnell Whittenburg.

QUEDAS IMPEDEM OUTRAS MEDALHAS BRASILEIRAS

Xodó da equipe brasileira, Flavinha entrou cheia de confiança para as finais da trave e do solo após a conquista do bronze no individual geral. Porém, a caçulinha do Time Brasil - apenas 15 anos - sofreu quedas no início duas apresentações e não conseguiu repetir o pódio: terminou em 5º na trave e 6º no solo.

Também no solo, Daniele Hipólito fez sua última apresentação em Jogos Pan-Americanos - a veterana de 30 já anunciou que não pretende voltar a disputar a competição em 2019. Assim como Flavinha, ela também teve a nota prejudicada por conta de uma queda ainda no início da série e terminou na oitava e última colocação, com 12.800 pontos.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Zanetti confirma favoritismo, ganha o ouro e fecha tríplice coroa nas argolas




Beat Reusser
O ginasta Arthur Zanetti confirmou o favoritismo, conquistando nesta terça-feira a medalha de ouro na prova individual de argolas, nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Zanetti, campeão olímpico (2012) e mundial (2013) nessa mesma prova, chegou a Toronto como a maior esperança de medalha brasileira e conquistou o único ouro que faltava na vitoriosa carreira. Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara-2011, ele foi medalha de prata.

Com uma excelente apresentação, Zanetti foi recompensado com uma nota 15.725. A medalha de prata ficou com o americano Donnell Whittenburg (15.525), enquanto o cubano Manrique Laduet conquistou o bronze (15.450).

Zanetti, de 25 anos, já havia conquistado uma medalha de prata com o Brasil na prova por equipes, no sábado.

Na prova do salto feminino, Daniele Hypolito chegou muito perto de garantir outra medalha para o Brasil, mas terminou na quarta colocação com uma pontuação de 14.062, muito perto da medalhista de bronze, a canadense Ellie Black (14.087).

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Flavinha encanta e fica com o bronze no individual geral no Pan




Beat Reusser
Principal nome da nova safra de ginastas brasileiras, Flávia Saraiva encantou o público no Coliseu de Toronto e saiu da final do individual geral com a medalha de bronze, sua segunda nesta edição do Pan - havia levado também o bronze por equipes no domingo. 

A ginasta que tem somente 15 anos e 1,33m ficou com o bronze e arrancou aplausos entusiasmados e gritos da torcida que encheu o ginásio. Até mesmo quando cometeu um erro na trave e quase caiu, palmas vieram das arquibancadas. No solo, foi incentivada durante todo o tempo. 

Ao cometer um erro na trave, Flávia mostrou sua inocência ao conversar com o técnico. "Ai que raiva", soltou a ginasta ao comentar o equívoco, que resultou na nota 14,400. Flavinha, como é conhecida, totalizou 57,050 pontos após sua passagem pelos quatro aparelhos (barras assimétricas, salto, trave e solo). Ela ficou atrás da canadense Ellie Black, que marcou 58.150 pontos, e da americana Madison Desch, que atingiu 57,450.

domingo, 21 de junho de 2015

Na Ginástica Artística - Dani e Letícia fazem dobradinha e levam Brasil ao título no Sul-Americano






Carlos Augusto





Aos 30 anos, Daniele Hypolito mostrou que está em boa forma. Na noite deste sábado, a ginasta puxou a dobradinha brasileira com Letícia Costa no individual geral do Campeonato Sul-Americano, em Cali, na Colômbia. Os resultados das duas foram fundamentais para leva a equipe brasileira ao ouro no retorno de Jade Barbosa, que foi a melhor da competição nas barras assimétricas - Mariana Oliveira e Lorenna Rocha completaram a equipe. Nas disputas masculinas, o Brasil levou prata por equipes e no individual geral, com Petrix Barbosa. As finais por aparelhos estão programadas para a noite deste domingo.

Já na sexta-feira, primeiro dia da classificatória, Dani se destacou, ficando na segunda colocação do salto. Ela cresceu neste sábado para ficar com o ouro, somando 54,068 pontos nos quatro aparelhos. Letícia Costa veio na cola, e a colombiana Yurany Avendaño ficou com o bronze. Dani e Letícia estão classificadas para a final do salto.

Por estar retornando às competições após 10 meses, Jade Barbosa ainda não se apresentou em todos os aparelhos e, por isso, não entrou na disputa do individual geral. Ela, porém, se destacou nas barras assimétricas. A ginasta avançou à decisão na primeira colocação, com 13,733 pontos, e terá a companhia de Lorenna Rocha, que foi a quinta colocada (13,133 pontos).

A Colômbia ficou com a prata por equipes entre as mulheres, empatada com a Argentina. Na disputa masculina, os anfitriões trocaram de posição com o Brasil, que não foi à competição com força máxima - Argentina levou o bronze.

Petrix Barbosa foi o melhor brasileiro e levou a prata também no individual, atrás apenas do anfitrião Jorge Giraldo e empatado com o também colombiano Carlos Calvo. Petrix se classificou para a final das argolas na primeira posição, da barra fixa e do cavalo com alças com a terceira melhor nota entre os finalistas - dois colombianos tiveram notas melhores, mas não disputarão a decisão por haver um limite de dois ginastas por país.

O time masculino ainda contou com Angelo Assumpção, Leonardo Souza, Péricles Silva e Renato Oliveira. Leonardo avançou à final do cavalo com alças, Péricles para a das argolas e Renato para a do solo.

Com time principal, Colômbia superou o Brasil no Sul-Americano (Foto: Reprodução/Instagram)

Fonte:Globo
Fotos:Reprodução/Instagram

domingo, 3 de maio de 2015

Em prévia do Pan, Diego fica atrás de chileno e leva a prata no solo em SP






Carlos Augusto




Diego Hypolito entrou no tablado do ginásio do Ibirapuera ao som de "Brasil, Brasil", gritado por mais de seis mil torcedores. Com uma apresentação sem grandes erros, o brasileiro conquistou a medalha de prata no solo na Copa do Mundo de Ginástica, disputada em São Paulo. A nota dele foi de 15,550, um pouco maior que a feita nas eliminatórias, mas ainda insuficiente para bater o chileno Enrique Sepuvelda, campeão do torneio com 15,625. Outro brasileiro na prova, Angelo Assumpção cometeu pequenos erros e terminou em sétimo lugar.

Diego e Enrique são velhos conhecidos e presenças marcantes na maioria das grandes competições. O brasileiro é o atual bicampeão dos Jogos Pan-Americanos no solo (2007 e 2011). Nestes dois eventos, o chileno levou, respectivamente, a prata e o bronze.

Dono de seis medalhas em Campeonatos Mundiais, duas delas de ouro, Diego aumenta sua coleção de medalhas em Copas do Mundo. Com esta prata, são 59 pódios no Circuito Mundial, incluindo provas de salto e solo. Aos 28 anos, ele provou mais uma vez que está entre os melhores do mundo, já que ficou atrás somente de Sepuvelda, um dos destaques mundiais no solo.

Grande atração do primeiro dia, quando foi campeão no salto, Angelo Assumpção não teve o mesmo desempenho neste domingo no solo. Com alguns erros graves, e pequenos deslizes nas aterrissagens, o ginasta ficou com 14,500, quatro décimos pior que nas eliminatórias, e fechou em sétimo lugar.
Diego Hypolito Ginástica Copa do Mundo São Paulo Solo final (Foto: Thiago Lavinas)

Um ponto importante a ser destacado foi a participação da torcida. É claro que a vibração do público com os brasileiros foi bem maior, mas todos os ginastas que se apresentaram foram aplaudidos, mesmo os principais rivais dos donos da casa. Depois de Sepuvelda cravar seu último elemento, o ginásio "veio abaixo", mesmo sabendo que provavelmente aquilo tiraria o o ouro de Diego, que entrou em ação logo depois. 

RESULTADO

1º Tomas Gonzalez (CHI) - 15,625
2º Diego Hypolito (BRA) - 15,550
3º Mathias Fahrig (ALE) - 15,475
4º Oskar Kirmes (FIN) - 14,975
5º Akash Modi (EUA) - 14,750
6º Xi Huang (CHN) - 14,600
7º Angelo Assumpção (BRA) - 14,5
8 Heikki Saarenketo (FIN) - 13,775

Fonte:Globo
Fotos: Thiago Lavinas

Na Copa do Mundo de Ginástica Artística realizada em São Paulo - Embalada por palmas ritmadas, Flavia é ouro no solo e com nota de campeã mundial é prata na trave






Carlos Augusto





No mesmo ginásio onde Daiane dos Santos foi campeã da SuperFinal da Copa do Mundo em 2006, quando o sistema de som deu problema e a torcida bateu palma no ritmo da música, outra brasileira brilhou. A pequena Flavia Saraiva, ou Flavinha como já vem sendo chamada pelos torcedores, conquistou neste domingo a medalha de ouro no solo na Copa do Mundo de São Paulo. Desta vez, não precisou o áudio dar problema para a torcida entrar em ação. Bastou um pequeno desequilíbrio na segunda acrobacia (dupla e meia pirueta) para o público bater palmas no ritmo da música e erguer a moral da brasileira. No fim, nota de 13,625 e o título, deixando para trás a alemã Elizabeth Seitz (13,400) e Leah Griesser (13,325). Outra brasileira na prova, Lorrane Oliveira, sofreu uma queda e ficou em oitavo.

Era a primeira apresentação de solo em uma competição adulta internacional de Flavia. Ao som de Andre Rieu, a brasileira não começou bem. No início, uma aterrissagem falha que lhe tirou alguns décimos. Depois, saltos e piruetas quase perfeitos, até que na penúltima série, outro erro. Pisou fora do tablado no duplo carpado, foi punida e perdeu pontos. Ainda assim, continuou com sorriso no rosto e com a graciosidade que já conquistou o público. O ginásio "veio abaixo" ao término da apresentação da brasileira. 

A angústia da nota durou pouco mais de um minuto. Neste período, a torcida ainda aplaudia e gritava o nome de Flavia e do Brasil, esperando a divulgação do resultado. Flavia aparecia no telão, calma, fazendo um coração com as mãos para todos que a viam no ginásio e pela TV. Quando foi divulgada a nota de 13,625, o sorriso tomou conta da jovem brasileira e o barulho no Ibirapuera foi ensurdecedor. No mínimo a prata estava garantida, pois ainda faltava a apresentação de Leah Griesser, da Alemanha..

Mesmo sabendo que a europeia podia "estragar" a festa brasileira, o público aplaudiu de pé a apresentação de Griesser. A alemã foi muito bem no tablado, mas não o suficiente para tirar o título de Flavia. Ficou com o bronze, 13,325. 

Na Trave:

Foram dois minutos que pareceram horas. Após a brilhante apresentação na final da trave na Copa do Mundo de São Paulo, Flavia Saraiva, de apenas 15 anos, aguardou o resultado dado pelos juízes sentada em um sofá ao lado do tablado. A câmera não saia do rosto dela, e ela usava todo seu carisma para entreter o público. Sendo vista por todo ginásio pelo telão, a pequena ginasta de 1,33m não parava de sorrir e mandar beijos, enquanto o público batia palma a espera do resultado. A nota de 15,100 a colocava na primeira posição da classificação naquele momento, com uma pontuação igual à da americana Simone Biles quando conquistou o título mundial no ano passado. A plateia foi ao delírio, mas precisava esperar. Na sequência, a chinesa Chungsong Shang se apresentou e conseguiu a medalha de ouro com incríveis 15,400, em uma das melhores exibições da temporada.

A superioridade da chinesa e da brasileira foi marcante. Tanto que a terceira colocada, a alemã Sophie Scheder conseguiu a nota de 14,000, mais de um ponto abaixo de Flavia e a quase 1,5 da campeã chinesa. 

Resultados da Trave:

1ª) Shunsong Shang (CHN) - 15,400
2ª) Flavia Saraiva (BRA) - 15,100
3ª) Sophie Scheder (ALE) - 14,000
4ª) Siyi Chen (CHN) - 13,725
5ª) Ayelen Tarabini (ARG) - 12,575
6ª) Hiu Ying (HNG) - 11,900
7ª) Ana Serna (MEX) - 11,450
8ª) Paloma Guerrero (ARG) - 10,850

Fonte:Globo
Fotos:Thiago Lavinas

Na Copa do Mundo de Ginástica Artística realizada em São Paulo - Arthur Zanetti leva ouro e comanda a dobradinha brasileira com Henrique Flores nas argolas






Carlos Augusto





Só faltou ter uma faixa "Eu já sabia". Assim que Arthur Zanetti terminou sua série nas argolas na etapa de São Paulo da Copa do Mundo de ginástica, os mais de sete mil presentes no ginásio do Ibirapuera ecoaram: "É Campeão". Após mais uma apresentação espetacular, Zanetti recebeu a nota de 15,900, pior do que a feita nas eliminatórias, mas ainda assim digna de aplausos de pé. Afinal, foi a mesma pontuação que fez para conquistar o ouro olímpico em 2012. A festa foi dupla para o Brasil: Henrique Flores, companheiro de treinos de Zanetti, ficou com a prata (15,1000), deixando para trás o argentino finalista olímpico Federico Molinari (15,000).

Zanetti não fez uma série tão limpa como nas eliminatórias, quando conseguiu a maior nota da carreira (16,050). As cordas dar argolas balançaram um pouco mais e a saída não foi cravada, e sim seguida de um pequeno passo. Algo que fez a diferença na nota final, mas pouco influenciou no resultado: Arthur era ouro.

No pódio, uma cena emocionante. Com duas bandeiras do Brasil e um Ibirapuera praticamente lotado, o hino nacional foi tocado e, após 45 segundos, desligado, como de costume nos grandes eventos. A torcida seguiu à capela até o fim da primeira parte. Após a cerimônia, Juliana Gatto, namorada de Zanetti, ganhou o buquê de flores que foi entregue ao campeão, em cena mostrada no telão para todo o ginásio. 

Henrique é enteado  e pupilo de Marcos Goto, técnico de Arthur Zanetti. Se a relação de Marcos e Arthur Zanetti é boa, o que existe entre o técnico e Henrique Flores é muito mais forte. Goto é casado com a mãe do prodígio e acompanhou de perto toda a evolução do atleta de 23 anos, tanto dentro como fora das "quatro linhas"

Desde quando conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, Zanetti perdeu apenas duas competições: foi prata em uma etapa de Copa do Mundo em 2013 e no Campeonato Mundial do ano passado. Já Henrique vem crescendo, já havia conquistado medalhas em outras grandes competições, e busca uma vaga nas Olimpíadas de 2016.

O Brasil encerra a Copa do Mundo de São Paulo com nove medalhas. Foram três ouros (Arthur Zanetti nas argolas, Flavia Saraiva no solo, Angelo Assumpção no salto), quatro pratas (Henrique Flores nas argolas, Flavia na trave, Diego Hypolito no solo e Rebeca Andrade no salto) e dois bronzes (Chico Barretto nas barras paralelas e Diego no salto). 

RESULTADO

1º Arthur Zanetti (BRA) - 15,900
2º Henrique Flores (BRA) - 15,100
3º Federico Molinari (ARG) - 15,000
4º Gustavo Simões (POR) - 14,700
5º Andreas Toba (ALE) - 14,650
6º Tomi Tuuha (FIN) - 13,975
7º Oskar Kirmes (FIN) - 13,950
8º Christian Decidet (CHI) - 13,325

Fonte:Globo
Fotos:Thiago Lavinas

sábado, 2 de maio de 2015

Angelo Assumpção é ouro no salto, e Diego leva bronze na Copa do Mundo




Beat Reusser
Os olhos do público estavam todos em Diego Hypolito, grande atração da equipe brasileira. Mas, quem comandou a festa da torcida na primeira final da Copa do Mundo de ginástica, que está sendo realizada no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, foi Ângelo Assumpção. Ele conquistou a medalha de ouro no salto, com a nota de 15,025, deixando para trás o alemão Mathias Farig (14,850) e Diego (14,837).

A final do salto começou e terminou com Brasil. O primeiro a saltar foi Diego Hypolito, que quase não disputou a prova por conta de dores nas costas. Com saltos limpos, ou seja, com poucos erros, conseguiu as notas de 14,775 e 14,900, com média de 14,837. O último a se apresentar foi Ângelo, ainda pouco conhecido do público. Com dois saltos muito bons, 15,000 e 15,050, terminou com a média de 15,025.
Angelo Assumpção ficou em primeiro no salto na Copa do Mundo, em São Paulo
Foto: Adriana Spaca/Brazil Photo Press/Folhapress