domingo, 3 de maio de 2015

Na Copa do Mundo de Ginástica Artística realizada em São Paulo - Embalada por palmas ritmadas, Flavia é ouro no solo e com nota de campeã mundial é prata na trave






Carlos Augusto





No mesmo ginásio onde Daiane dos Santos foi campeã da SuperFinal da Copa do Mundo em 2006, quando o sistema de som deu problema e a torcida bateu palma no ritmo da música, outra brasileira brilhou. A pequena Flavia Saraiva, ou Flavinha como já vem sendo chamada pelos torcedores, conquistou neste domingo a medalha de ouro no solo na Copa do Mundo de São Paulo. Desta vez, não precisou o áudio dar problema para a torcida entrar em ação. Bastou um pequeno desequilíbrio na segunda acrobacia (dupla e meia pirueta) para o público bater palmas no ritmo da música e erguer a moral da brasileira. No fim, nota de 13,625 e o título, deixando para trás a alemã Elizabeth Seitz (13,400) e Leah Griesser (13,325). Outra brasileira na prova, Lorrane Oliveira, sofreu uma queda e ficou em oitavo.

Era a primeira apresentação de solo em uma competição adulta internacional de Flavia. Ao som de Andre Rieu, a brasileira não começou bem. No início, uma aterrissagem falha que lhe tirou alguns décimos. Depois, saltos e piruetas quase perfeitos, até que na penúltima série, outro erro. Pisou fora do tablado no duplo carpado, foi punida e perdeu pontos. Ainda assim, continuou com sorriso no rosto e com a graciosidade que já conquistou o público. O ginásio "veio abaixo" ao término da apresentação da brasileira. 

A angústia da nota durou pouco mais de um minuto. Neste período, a torcida ainda aplaudia e gritava o nome de Flavia e do Brasil, esperando a divulgação do resultado. Flavia aparecia no telão, calma, fazendo um coração com as mãos para todos que a viam no ginásio e pela TV. Quando foi divulgada a nota de 13,625, o sorriso tomou conta da jovem brasileira e o barulho no Ibirapuera foi ensurdecedor. No mínimo a prata estava garantida, pois ainda faltava a apresentação de Leah Griesser, da Alemanha..

Mesmo sabendo que a europeia podia "estragar" a festa brasileira, o público aplaudiu de pé a apresentação de Griesser. A alemã foi muito bem no tablado, mas não o suficiente para tirar o título de Flavia. Ficou com o bronze, 13,325. 

Na Trave:

Foram dois minutos que pareceram horas. Após a brilhante apresentação na final da trave na Copa do Mundo de São Paulo, Flavia Saraiva, de apenas 15 anos, aguardou o resultado dado pelos juízes sentada em um sofá ao lado do tablado. A câmera não saia do rosto dela, e ela usava todo seu carisma para entreter o público. Sendo vista por todo ginásio pelo telão, a pequena ginasta de 1,33m não parava de sorrir e mandar beijos, enquanto o público batia palma a espera do resultado. A nota de 15,100 a colocava na primeira posição da classificação naquele momento, com uma pontuação igual à da americana Simone Biles quando conquistou o título mundial no ano passado. A plateia foi ao delírio, mas precisava esperar. Na sequência, a chinesa Chungsong Shang se apresentou e conseguiu a medalha de ouro com incríveis 15,400, em uma das melhores exibições da temporada.

A superioridade da chinesa e da brasileira foi marcante. Tanto que a terceira colocada, a alemã Sophie Scheder conseguiu a nota de 14,000, mais de um ponto abaixo de Flavia e a quase 1,5 da campeã chinesa. 

Resultados da Trave:

1ª) Shunsong Shang (CHN) - 15,400
2ª) Flavia Saraiva (BRA) - 15,100
3ª) Sophie Scheder (ALE) - 14,000
4ª) Siyi Chen (CHN) - 13,725
5ª) Ayelen Tarabini (ARG) - 12,575
6ª) Hiu Ying (HNG) - 11,900
7ª) Ana Serna (MEX) - 11,450
8ª) Paloma Guerrero (ARG) - 10,850

Fonte:Globo
Fotos:Thiago Lavinas

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