Carlos Augusto
"Obrigado meu Deus!" Diego Hypolito agradecia aos céus repetidas vezes ao fim de mais uma final do solo. Se o ditado diz que Deus escreve certo por linhas tortas, ele traçou uma trilha das mais sinuosas para o ginasta até a final do solo deste sábado, na China. Reserva da equipe brasileira, chateado consigo mesmo por não estar no nível da seleção. O turbilhão de emoções de Diego deu uma reviravolta a duas horas do início do Mundial de ginástica artística. Ele entrou no ginásio de Nanning e se mostrou grande mais uma vez. O ginasta viveu um roteiro improvável, que foi coroado no seu último capítulo com a medalha de bronze, mais uma para a coleção do bicampeão mundial do solo. Pela quinta vez Diego subiu ao pódio da competição.
Se antes do Mundial Diego carregava o enorme peso de não se vê no mesmo nível técnico dos companheiros de equipe - não no solo, mas nos outros aparelhos -, no ginásio Guangxi ele ficou leve para voar. E muito alto. O ginasta arrancou gritos de admiração da torcida chinesa com a série de nota 15,700 pontos. Só não conseguiu superar - e por pouco - o "homem de gelo" Denis Abliazin. O russo, que está em grande fase neste ano, fez uma apresentação quase perfeita (15,750) para levar o ouro e enfim abrir um sorriso. Ele venceu até mesmo o fenômeno japonês Kenzo Shirai. O campeão do Mundial de 2013, rei das piruetas, levou a prata (15,733).
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| Kenzo Shirai, Denis Abliazin e Diego Hypolito foram os medalhistas do solo em Nanning (Foto: Ricardo Bufolin/CBG) |
Dos três, Diego parecia o mais feliz no pódio. O riso de ponta a ponto de rosto e o olhar marejado estampavam o êxtase da conquista. O bronze do ginasta valeu tanto quanto um ouro.
Fonte:Globo
Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Foto: Ricardo Bufolin/CBG


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