sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Análise das equipes do Paranaense




Carlos Reis




O Campeonato Paranaense/2011 terá seu início neste domingo, 16/01 com 6 partidas. Pelas informações fornecidas pelos clubes participantes, podemos fazer uma análise prévia das condições e pretensões de cada um deles. Em quase todos os anos, um ou dois times do interior acabam surpreendendo os times da capital e acabam disputando o título, como ocorreu com o Paranavaí que em 2007 surpreendeu a todos e sagrou-se campeão.

Para os clubes pequenos, é a chance de o torcedor poder ir a campo, assistir futebol de perto e interagir com a partida, apoiando o time da cidade ou o grande que veio da capital. Para os grandes, a possibilidade de entrar na disputa real por um título, o que dificilmente o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil oferecem.

Vamos a análise dos time:

O Atlético chega forte, pois além de manter boa parte do elenco do ano passado e que deu certo no Brasileirão, os reforços contratados vieram para serem titulares. Está certo que a defesa foi desmantelada com a saída do goleiro Neto, que abasteceu o caixa do clube, também saíram o zagueiro Rodolpho e o volante Chico, mas os que chegaram vieram para preencher estas vagas. Sua torcida pode ser decisiva em alguns jogos.

No Coritiba parece que o mais importante é ganhar do rival Atlético e este pensamento partiu de seu presidente, imaginem então o que pensam seus torcedores, onde o mais importante é ficar na frente do rival, mesmo que não seja o primeiro colocado no final da disputa. De qualquer maneira, vai tentar o bicampeonato com técnico novo, Marcelo Oliveira, que ano passado dirigiu o Paraná quase até o fim do Brasileiro da Segunda Divisão. Também manteve a base do ano anterior e a escalação de seu time para a 1 rodada deve contar com apenas 3 jogadores recém contratados. Os destaques ficam por conta de Rafinha, Léo Gago e Leonardo além do recém contratado Eltinho que, por ironia, todos com passagem pelo Paraná Clube.

Dos três grandes do estado, o Paraná é o “patinho feio” do trio, e que desde que foi rebaixado para a Segunda Divisão brasileira tem convivido com dificuldades financeiras. Manteve o técnico Roberto Cavalo e remodelou todo o elenco tanto que para este primeiro jogo, apenas o lateral Henrique era titular no ano passado. Surpreendeu a todos nesta quarta-feira quando fez um amistoso contra o Cerro Portenho do Paraguai e venceu por 2 x 0, além de ter praticado um bom futebol, convencendo a torcida que compareceu ao jogo. Com salários que não passam de R$ 5.000,00 por mês, os jogadores que vieram estão vislumbrando a chance de se destacarem e com isso, galgar para times dos grandes centros ou até do exterior. O Paraná é uma incógnita: pode dar certo ou não.

Dos demais times, o Operário de Ponta Grossa é o que possue a torcida mais numerosa e empolgada do interior e isto pode fazer diferença, pesa contra si o fato de ter muitos jogadores novos e a falta de entrosamento.

O Irati tem o técnico Gilberto Pereira, campeão do interior em 2010 e uma boa safra de jogadores revelados na base como reforços porém parte desta garotada pode ser negociada durante a competição, o que é uma tradição do time de Irati. No segundo semestre o time irá mudar de nome e será transferido, talvez temporariamente para Londrina, para disputar a série B do paranaense. Coisas do futebol.

No Rio Branco de Paranaguá, as expectativas recaem no atacante Edmilson, com passagens pelo Palmeiras e Coritiba e o volante Reginaldo Nascimento, com 36 anos velho conhecido da torcida paranaense. Seu técnico é Saulo de Freitas, maior artilheiro do Paraná Clube, com alguma experiência como treinador. Irá mesclar com jogadores formados na base do clube.

O Cianorte conta com uma cota da TV de R$ 200 mil mais R$ 110 mil mensais de patrocinadores, suficiente para entre outros gastos, cobrir a folha de pagamento. Segundo seu presidente, o objetivo é ser o campeão do interior. Tem porte para ser uma daquelas zebras históricas.

O Corinthians Paranaense aposta suas fichas no técnico Amauri Knevitz, último técnico a levar um time do interior a se tornar campeão do estado e em Adriano Gabiru, que já foi ídolo do Atlético e foi o autor do gol que deu o título mundial para o Internacional em 2006. Tem um belo e diferente Ecoestádio porém a falta de torcida pode pesar nos momentos decisivos. Vem treinando desde dezembro e deve iniciar com um bom entrosamento.

O Arapongas tem um projeto aparentemente modesto, não voltar à segunda divisão paranaense. Com a ajuda de patrocinadores fortes e a verba da TV, reestruturou o elenco, apostando em jovens talentosos. A motivação do retorno à elite após 20 anos é o combustível da equipe.

O Paranavaí tenta repetir a fórmula vencedora de 2007 e foi beneficiado com uma parceria com o Toledo, que repassou vários de seus jogadores. Espera chegar bem mais do que o sexto lugar do ano passado. Segundo o técnico Rogério Perrô, o time tem uma boa estrutura e uma camisa forte mas o real objetivo do Paranavaí é mesmo evitar o rebaixamento.

O Roma de Apucarana inicia o ano com a fuga de seus patrocinadores e deve iniciar com o uniforme liso. Há muita renovação no elenco e aliado a falta de apoio financeiro deve prejudicar bastante o desempenho da equipe. Cotado para ser um dos dois rebaixados.

O Cascavel terá uma dupla inusitada jogando junta pela primeira vez, os irmãos Jean Carlo, 39 anos com boas passagens pelo Atlético e Palmeiras e Sidclei, 38 anos. A Serpente tem mais seis atletas na faixa de 30 anos. Para compensar, 11 jogadores da base compõe o grupo. Na série de amistosos antes do início do campeonato, o time não se mostrou confiável. Será que vai dar certo agora?

Lembrando que a primeira rodada terá os seguintes jogos:

Operário x Coritiba
Roma x Rio Branco
Cianorte x Irati
Paranavaí x Cascavel
Atlético x Arapongas
Paraná x Corinthians Pr.

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