
Beat Reusser
Poucos são os que têm uma segunda chance de ouro na vida. O iluminado Cristiano Ronaldo conquistou a sua nesta quarta-feira. No Stade des Lumières, 12 anos depois da decepção da derrota na final da Eurocopa em casa, o agora trintão brilhou com um gol e uma assistência diante do País de Gales, num intervalo de três minutos, aos quatro e sete do segundo tempo, garantindo a vitória por 2 a 0.
Aos 31 anos, vai tentar de novo dar o primeiro título para sua seleção no domingo, contra Alemanha ou os anfitriões franceses. Bale? Foi coadjuvante e vai embora para casa com os britânicos celebrar a boa campanha como estreante no torneio.
Cristiano Ronaldo tem mais um feito para se gabar: é o maior artilheiro da história da Eurocopa. Ao abrir o placar na vitória sobre País de Gales que levou Portugal à final, o craque chegou aos nove gols nas quatro edições da competição que disputou e se igualou ao francês Michel Platini no topo da lista - ainda que tenha tempo para superá-lo, na decisão. Ele deixa para trás Shearer (com sete), Henry, Ibrahimovic, Kluivert, Nuno Gomes, Rooney e Van Nistelrooy (todos esses com seis).
Desfalcado do seu principal armador Ramsey, suspenso, o País de Gales entrou bem fechado, com três zagueiros, apostando muito mais nos contra-ataques. Conseguiu neutralizar Cristiano Ronaldo no início, acabou tendo até mais posse de bola e a melhor chance, num chute de Bale defendido por Rui Patrício, aos 22. Os lusos finalizaram mais (cinco a três), só que CR7 conseguiu apenas fazer um bom pivô para João Mário entrar na área e chutar perto da trave, aos 15, e uma cabeçada torta, aos 44.
O que faltou de emoção no primeiro tempo, sobrou nos dez minutos iniciais do segundo. Avassalador, Portugal abriu o placar e ampliou. Logo aos quatro, Cristiano Ronaldo subiu muito e testou forte para a rede. Pouco depois, aos sete, o craque chutou de fora da área e acabou dando um assistência para Nani desviar. Os galeses sentiram em campo, e Chris Coleman trocou centroavantes, mexeu mais na parte ofensiva, só que não conseguiu muito mais do que as tentativas solitárias de Bale em conclusões de fora da área.

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