
Carlos Augusto
Demorou, mas a Indy finalmente está de volta. A espera de seis meses chega ao fim neste fim de semana, quando os carros partem para o já tradicional palco de abertura da categoria: São Petersburgo. De cara, quem sai na frente como favorita ao triunfo é a Penske, dona de um histórico invejável no traçado.
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| Montoya celebra vitória em São Petersburgo (Foto: IndyCar) |
O favoritismo da Penske já seria natural apenas pelo potencial da equipe e por tudo que mostrou em Phoenix, dando a impressão de que lideraria as sessões a hora que quisesse, ainda que fosse em um oval. Mas não é apenas isso que credencia a esquadra ao sucesso.
Das 11 edições da prova, o time de Roger Penske venceu sete, com Helio Castroneves sendo o piloto a mais vezes ter triunfado na pista da Flórida. O brasileiro tem três vitórias, enquanto Will Power possui duas e Juan Pablo Montoya, uma – a última. Na outra vez em que a Penske foi ao lugar mais alto do pódio, quem venceu foi Ryan Briscoe, em 2009, atualmente fora do grid da categoria.
O segundo melhor retrospecto em St. Pete é da Andretti. Em 2005, Dan Wheldon cruzou a linha final na frente, enquanto 2013 foi a vez de James Hinchcliffe – hoje na Schmidt Peterson – atingir o feito. Porém, para voltar a triunfar na abertura do campeonato, a Andretti vai ter de contar com sensível evolução do kit aerodinâmico e do motor Honda que, em 2015, deixou muita gente na mão.
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| Tony Kanaan ficou em terceiro em 2015 (Foto: IndyCar) |
A gigante da categoria que menos venceu em São Petersburgo é, até aqui, a Ganassi. Apenas o hoje aposentado Dario Franchitti conseguiu a proeza, liderando o pelotão na corrida de 2011. Atual campeão, Scott Dixon busca melhorar um pouco seu retrospecto na pista já que, até hoje, foi segundo colocado em três oportunidades.
Tony Kanaan nunca venceu em São Petersburgo, mas é difícil encontrar alguém que tenha tantos bons resultados na pista quanto o baiano. Por enquanto, são seis pódios, o último deles em 2015, quando terminou em terceiro.
Fora do trio de ferro, duas equipes chamam a atenção. A primeira é a RLL, que brigou pelo título de 2015 até a prova final e chega à Flórida com um empolgado Graham Rahal. Ao lado do quarto colocado do último campeonato estará o campeão da Indy Lights Spencer Pigot. Olho aberto também na Carpenter que tem em Josef Newgarden um potencial candidato ao título da Indy.
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| Montoya celebra com Power resultado em São Petersburgo (Foto: AP) |
Na última vez que a Indy esteve em St. Pete, Power cravou a pole e liderou grande parte da corrida. Entretanto, a Penske errou nos boxes e Montoya surgiu no primeiro lugar. O australiano bem que pressionou, os companheiros chegaram até a se tocar, mas foi o colombiano quem saiu da Flórida com a liderança do campeonato – e de lá só foi sair na última corrida.
Apesar do carro levemente danificado pela fechada que tomou de Montoya, Power conseguiu cruzar em segundo, menos de 1s atrás do companheiro de Penske. Na batalha de brasileiros, melhor para Kanaan que bateu Castroneves e completou o pódio.
Simon Pagenaud apareceu em quinto, com a Penske assombrando a concorrência colocando todo seu quarteto no top-5. Sébastien Bourdais foi o sexto, seguido por Ryan Hunter-Reay, Jack Hawksworth, Luca Filippi e Marco Andretti.
A corrida acontece no domingo, com largada prevista para 14h45 (em Brasília). Serão 110 voltas e a duração da prova deve repetir a média tradicional da pista e ficar em pouco mais de duas horas.
Fonte:grandepremio.uol.com.br




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