
Beat Reusser
A pressão da torcida francesa e o fato de contar com Cristiano Ronaldo na decisão por pouco menos de 25 minutos não impediram Portugal de ficar com o título da Eurocopa neste domingo, no Stade de France, em Paris. Após um empate por 0 a 0 no tempo normal, os comandados do técnico Fernando Santos foram bem na prorrogação e chegaram ao gol em um chute de fora da área do atacante Éder.
Com o triunfo deste domingo, a seleção portuguesa escreve a página mais bonita de sua história. Há 12 anos, os lusos pararam na retranca da Grécia e ficaram com o vice-campeonato da Eurocopa.
Sete minutos após o apito inicial, Cristiano Ronaldo recebeu uma entrada de Payet e reclamou de dores no joelho. Em seguida, o astro português desabou no gramado e começou a chorar. Mancando, ele ainda tentou voltar ao jogo, mas seu desempenho já estava comprometido. Aos 24, visivelmente abalado, foi carregado para o vestiário em uma maca sob os aplausos da torcida lusitana. Quaresma foi o escolhido pelo técnico Fernando Santos para substituir o craque.
A França começou a partida adiantando sua marcação e encurralou Portugal. O time de Deschamps teve três chances claras de gol nos primeiros 15 minutos e só não abriu o placar porque Rui Patrício fez defesas espetaculares em cabeceios de Giroud e Griezmann.
Apesar da saída de Cristiano Ronaldo, a seleção portuguesa cresceu de produção na segunda metade do primeiro tempo e equilibrou as ações. Sem o embalo do início do jogo, a França perdeu posse de bola e viu o adversário reagir.
A queda de rendimento da França no setor ofensivo levou Deschamps a abrir mão do meio-campista Payet e colocar em campo o atacante Coman. Gignac também entrou como alternativa para tentar furar o bloqueio lusitano. Quando os dois times pareciam ter receio de ir à frente, no fim do segundo tempo, Lloris foi obrigado a fazer duas defesas difíceis.
Faltando um minuto para o fim do tempo normal, Gignac deixou Pepe no chão com um belo drible e, de dentro da pequena área, chutou na trave do goleiro Rui Patrício.
A prorrogação foi marcada pelo nervosismo dos dois times. Com franceses e portugueses desgastados fisicamente, sobraram chutões e bolas aéreas. Foi pelo alto que Quaresma, aos 14 minutos do primeiro tempo da prorrogação, encontrou a cabeça de Éder, que só não balançou as redes porque Lloris foi bem no reflexo.
Logo aos 2 minutos da segunda etapa da prorrogação, o lateral português Guerreiro cobrou falta na trave da França.
A pressão lusitana gerou resultado no minuto seguinte. Éder, que substituiu Renato Sanches, conduziu a bola e bateu com força no canto de Lloris, levando Cristiano Ronaldo às lágrimas fora de campo.




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